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Águas do Oeste Paulista - Rio Laranja Doce
Artigo da situação do Rio e da Represa Laranja doce

Veja nesse próximo domingo10/10/10 no JORNAL OESTE NOTICIAS DE PRESIDENTE PRUDENTE, artigo escrito por Carlos Alberto Arraes, Presidente da ONG CDPEMA, falando um pouco sobre o Rio Laranja Doce e a represa que leva seu nome, conhecida como Balneário Laranja doce, na cidade de Martinópolis, que fica a 35 KM de Presidente Prudente e a 494 da cidade de São Paulo.

Veja o que foi e o que vem sendo feito em matéria de preservação de suas águas e de suas matas ciliares e de seu apeoveitamento turistico para a cidade e região.

Como era, como está e o que vem sendo feito pelo Rio Laranja Doce

Respostas a matéria solicitada pela Jornalista Amanda Simões, em matéria especial sobre “ÁGUAS DO OESTE”, do Jornal Oeste Noticias, sobre o Rio Laranja Doce, da cidade de Martinópolis/SP.

 

Qual o curso do rio Laranja Doce? - onde nasce, por quais municípios passa e onde deságua?

RESP: O Rio Laranja Doce, que pertence a Bacia Hidrográfica da Represa Laranja Doce situa-se na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Pontal do Paranapanema (UGRHI 22), em sua maior parte no município de Martinópolis, com uma porção menor no município de Rancharia, possuindo área de 210 km2. A bacia É formada pelo Ribeirão do Laranja Doce, Ribeirão Alegrete e Córrego da Estiva.

Não se tem apurado com precisão o ponto exato onde o Ribeiro Laranja Doce inicie-se, pois ele acaba recebendo águas de outros córregos e também forma outros afluentes, como o Alegrette e o Estiva.

Já na]os limites da cidade de Martinópolis, ele forma um represamento que foi construído em 1930, que ficou denominado como Balneário Laranja Doce.

A represa do Laranja Doce possui uma área de 1,46 Km2, praia de 4 km de extensão e localiza-se a cerca de 12 quilômetros de distância da cidade de Martinópolis.

O Ribeirão ou Rio Laranja Doce, acaba passando além de Martinópolis, por Rancharia, onde também tem parte de suas águas para formar o Balenário da cidade e acaba indo em direção a cidade de João Ramalho, Quatá, Nantes, não que ele corte essas cidades, mas que se junta com outras águas que acabam formando outros rios, que vão em direção ao Rio Paranapanema, já na divisa do Estado de São Paulo com o Paraná.

 

Qual o perfil deste rio? - ele possui potencial turístico e de pesca?
RESP. O rio Laranja Doce, não é um rio que se poderia dizer, primeiro de um rio,pois na realidade ele é apenas um córrego, mas que em determinado pontos, por ter uma largura um pouco maior do que se identifica de córrego, e em função de seu uso, que ocorre no Balneário que leva seu nome, acaba sendo confundido.

Quanto ao potencial de pesca é um rio que se diria fraco, pois não há quantidades de espécies de peixes que possa identifica-lo como um rio piscoso.

Já ao contrário, desde a criação da barragem para a construção de uma pequena hidroelétrica, isso, por volta do ano de 1930, ele passou a ser aproveitado para o turismo, onde na atualidade é usado como a “praia do interiorano”, pelo menos dos munícipes da cidade de Martinópolis e de toda a região.

E é claro, que toda exploração turística de uma parte de cada cidade, seja em paisagem, em águas, em matas ou outros recursos que a cidade ainda possuía viva e de forma aproveitada e com possibilidade de utilização nesse ponto, deve ser aproveitada pois além de trazer dividendos para a cidade ainda traz bons resultados para o meio ambiente, pois sempre há como se desenvolver seu aproveitamento em equilíbrio saudável com o meio ambiente.

 

 

Qual sua situação atual? Está poluído, assoreado? Em quais pontos?
RESP. O Rio Laranja Doce tem passado por dificuldades sérias em matéria de poluição ao longo de sua estória, assim como a de tantos rios em nossa região, Estado e país. Nas últimas décadas o que mais tem ocorrido é o desmatamento das matas ciliares, e com isso por conseqüência direta, o assoreamento, além do problema que também é causado de forma indireta pela implantação da pecuária e lavoura, que com o trabalho feito no solo para a preparação do solo, acabam levando com as chuvas uma grande quantidade de solo para o leito do rio, deixando o mesmo, praticamente assoreado em vários trechos, tanto os que estão próximos da cidade, como da represa e após a vazante da represa.

Quanto a poluição, podemos dizer que hoje em dia tal problema já estaria solucionado, mas mesmo assim deixando ainda a desejar em matéria de qualidade total, pois o rio ainda acaba recebendo de forma indireta algum tipo de poluente, seja de esgoto clandestino, de resíduos da lavoura, que acaba não se tendo como se evitar 100%, e em parte ainda por causa da própria ação do homem, principalmente das casas que margeiam ou estão próximas ao rio, e que de forma irresponsável jogam ou direcionam seus esgotos, sem tratamento, direto para o rio, sem destinar tal esgoto para a rede coletora pública;

 

Quais os principais agentes causadores de danos ambientais neste rio?
RESP. Infelizmente ainda continua seno a ação do homem, por meio da exploração descontrolada e irracional dos poucos recursos que ainda resta ao rio, como o uso das terras a margem deste, onde por meio da retirada do pouco de mata ciliar que ainda existia, só vem a trazer más conseqüências, pois é difícil a qualquer rio, sem sua proteção lateral que são as matas, poder continuar a ter um leito firme e gradual de forma que possa até mesmo permitir sua exploração de forma mais viável, tanto econômica, turística e até mesmo ambientalmente, inclusive com um serviço de pesca se fosse o caso.

 

O que precisa ser feito para recuperá-lo?
RESP. é claro que muito se procura fazer ao longo de gestões administrativas públicas, seja a nível local como do Estado, em se recuperar os rios, seja no sentido de apenas se manter sua condição mínima, ou de pelo menos de se dar uma condição melhor de sua sobrevivência, como os projetos desenvolvidos ao longo de sua estória, inicialmente com o saneamento básico da cidade, sendo o que foi feito na cidade de Martinópolis, pois até pouco tempo atrás, “todo o esgoto da cidade ia direto para o Rio Laranja Doce”, SEM TRATAMENTO, o que era pior.

Tal fato, era de conhecimento de todos da população, que sequer davam atenção a isso, pois se tratava de uma preocupação da administração municipal pelo pensamento de muitos, onde poucos de empenhavam em procurar soluções para a situação, quando essa estava as vistas, com a implantação da rede coletora.

Mas mesmo assim, ainda persistem alguns problemas, como o da necessidade do plantio imediato da mata ciliar destruída, do cuidado que se deve ter no campo, ao se fazer trabalhos de uso do solo, na aplicação de pesticidas na lavoura entre outras formas de degradação que o homem, de maneira te mesmo inconsciente tem causado ao Rio e a cidade, sem seque se aperceber que tudo que ele faz para a natureza, ele faz contra si mesmo.

Dessa forma, muito ainda precisa ser feito, não apenas por parte das autoridades municipais ou estaduais ou federais, mas principalmente por parte das pessoas, que precisam saber conviver de forma equilibrada e respeitosa com a natureza.

 

Esse tem sido o grande desafio do processo de conscientização das pessoas para respeitarem mais o seu próprio habitat, que é sua casa, sua vida, de onde ele tira seu sustento.

 

Qual a importância deste rio para a região?

RESP. atualmente o rio tem um papel duplo, o da geração de energia, que embora em pequenas escala de produção, ainda continua gerando alguma coisa para a cidade, e o outro ponto importante é o seu potencial turístico, que vem sendo muito bem aproveitado, pois acaba sendo um dos únicos pontos de atração de concentração de pessoas que procuram em finais de semana e feriados, para seu lazer e divertimento, mesmo com a existência em outras cidades de pequenos balneários ou mesmo o da cidade de Presidente Prudente, o conhecido Balneário da Amizade, que está fechado ao público há mais de 23 anos e que atualmente está passando por um processo de reestruturação, estando numa etapa inicial de sua reforma com a construção de pista de caminhada, asfaltamento da única rua que lhe cerca e que se liga a cidade de Álvares Machado, mas que ainda nessa fase não será liberado para o banho, e enquanto isso não ocorre, o Balneário Laranja Doce é quem absolve todo esse potencial.

 

Como a CDPEMA avalia as ações de preservação do meio ambiente adotadas pelo órgãos competentes? São satisfatórias ou deixam a desejar?
RESP. A CDPEMA por ser uma ONG, entidade da sociedade civil, entidade filantrópica, com papel bastante participativo nos segmentos por onde atua, como no CBHPP Comitê de Bacias Hidrográficas do Pontal do Paranapanema, do COMDEMA- Conselho Municipal do Meio Ambiente, no CONSEMA – Conselho Estadual do Meio Ambiente, tendo sido novamente eleita para ocupara uma cadeira para o biênio 2010/2012 e ainda de outros fóruns de discussão de questões ambientais, por ser uma ONG atuante desde sua criação em Set/1977, tendo participação nas cidades de Guarulhos, São Paulo, Presidente Prudente e Manaus, quanto aos problemas enfrentados não apenas pelo Rio Laranja Doce, mas por todos os demais rios da região Oeste do Estado de São Paulo, como o Rio Santo Anastácio, Rio do Peixe, Rio Mandaguari, Rio Paranapanema, Rio Paraná, entre outros, tem sua opinião focada no sentido de que muito pouco vem sendo feito, embora se tenha feito e adotado muitos procedimentos na questão da poluição dos rios, na questão das matas ciliares, na quês/ao do saneamento, entre outras medidas mitigadoras para se evitar os problemas, e ai se pergunta, como que o problemas persiste em vários ângulos, como a poluição, o desmatamento, o assoreamento, se sempre se houve falar que “alguém, seja o governo, uma instituição ou até mesmo uma ONG ou o grupo de várias ONGS, ou empresários”, investem tanto, gastam tanto, financiam tantos projetos de recuperação, de saneamento, de plantio de mata ciliar, de educação ambiental, de multas aplicadas em crimes ambientais que praticamente quase nunca se vê as verbas de tais multas revertidas para a recuperação dos danos causados, pois nem sempre o trabalho de recuperação é feito com o cumprimento dos prazos e exigências colocadas, e assim de certa forma, não se realizando aquilo que sempre foi o interesse de tanta gente, mas que no fundo, acaba indo para o fundo do poço, ou que beneficia pequenas parcelas de interessados.o que é lamentável, Mas felizmente que ainda se tem feito e principalmente atualmente onde o governo, nos três níveis tem se demonstrado preocupado com essa questão.

 

Bom, peço que acrescente as demais informações que considere importantes.

RESP. Falar em questão ambiental atualmente e desde as últimas três décadas, tem sido uma constância, pois tem sido o assunto não apenas das ONGs ou instituições que se dedicam a isso, mas até mesmo o governo, desde a Constituição de 1988, conforme se preconiza no capítulo do Meio Ambiente, Art. 225, que uma condição nova em matéria de constituição, onde passou a exigir mudanças de comportamento das pessoas, das empresas e do próprio governo, que por meio de leis reguladoras, foi obrigado a estabelecer regras básicas que deveriam ser seguidas por leis complementares, como a lei dos Crimes Ambientais, dos resíduos sólidos, lei das mudanças climáticas e tantas outras, e que somente assim o homem de forma legal passasse a cumprir tais determinações.

E é assim que temos vistos, nossos governante agirem, algumas vezes por iniciativas próprias na tomada de decisão na busca de soluções dos problemas básicos, outras vezes por pressão da população ou da mídia, para que procures sanar tais problemas, e ainda outros momentos por exigência da lei.

Mas de certa forma todos temos dados nossa contribuição no tão chamado desenvolvimento sustentável, por meio de ações, projetos e a implantação desses na prática do dia a dia de cada cidade.

O que se deve fazer sempre contudo, é a população saber cobrar sempre de seus governantes, por medidas mitigadoras para a solução dos problemas, casso contrário as verbas destinadas para tanto, são aplicadas em outros segmentos os quais em nada contribuem para a solução do problemas específico.

São direitos e obrigações de ambas as partes, tanto do governo como da população.

 

Carlos Alberto Arraes

Presidente da ONG CDPEMA

 

Jornal Oeste Noticias

Amanda Simões
(18) 3229-0332

 
     
 
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