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Águas do Oeste Paulista - Rio Mandaguari
Águas do Rio Mandaguari

Respostas a matéria solicitada pela Jornalista Amanda Simões, em matéria especial sobre “ÁGUAS DO OESTE”, do Jornal Oeste Noticias, sobre o Rio Mandaguari.

 

Qual o curso do Rio Mandaguari? - onde nasce, por quais municípios passa e onde deságua?

RESP: O rio Mandaguari nasce praticamente dentro da cidade Regente Feijó; nas imediações do trevo da Raposo Tavares, com a nascente do rio Santo Anastácio. Ao norte, há as águas do local onde se situava o antigo matadouro municipal da cidade, há águas nas proximidades da Joaquim Ribeiro e há águas na Chácara do Caran (fazenda Maravilha), onde todas se juntam para dar volume ao Rio Mandaguari.

O rio nasce na cidade de Regente Feijó, e toma o rumo do Rio do Peixe, passando pelos Municípios de Presidente Prudente, Marcondes, Santo Anastácio e chegando ao Rio do Peixe.

 

­Qual o perfil deste rio? - ele possui potencial turístico e de pesca?
RESP. O Rio Mandaguari é um rio que possui uma largura pequena e de pouca extensão em comparação aos outros da região, e por possuir características próprias que o diferencia dos outros, e ainda por ter grande parte de sua extensão com leito raso e de pouca navegabilidade.

Não é um rio navegável, nem piscoso e portanto possui pouco potencial turístico e de pesca.

 

Qual sua situação atual? Está poluído, assoreado? Em quais pontos?
RESP. O Rio Mandaguari em todo seu leito tem passado por dificuldades sérias em matéria de poluição ao longo de sua estória, assim como a de tantos rios em nossa região, Estado e país, ainda mais se considerarmos que ele começa como um pequeno córrego, se torna um ribeirão e vira um rio ao se juntar com outras águas que se unem as suas ao longo de seu percurso.

Nas últimas décadas o que mais tem ocorrido é o desmatamento das matas ciliares, e com isso por conseqüência direta, o assoreamento, além do problema que também é causado de forma indireta pela implantação da pecuária e lavoura,  que tem sido o grande problema de sua poluição.

Vários são os pontos em que ele se apresenta assoreado, a exemplo de trechos não muito distantes de sua nascente, e por todo seu percurso.

 

Quais os principais agentes causadores de danos ambientais neste rio?
RESP. Infelizmente ainda continua sendo a ação do homem, por meio da exploração descontrolada e irracional dos poucos recursos que ainda resta ao rio, como o uso das terras a margem deste, onde por meio da retirada do pouco de mata ciliar que ainda existia, só vem a trazer más conseqüências, pois é difícil a qualquer rio, sem sua proteção lateral que são as matas, poder continuar a ter um leito firme e gradual de forma que possa até mesmo permitir sua exploração de forma mais viável, tanto econômica, turística e até mesmo ambiental, inclusive com um serviço de pesca se fosse o caso.

 

O que precisa ser feito para recuperá-lo?
RESP. É necessário se dar mais atenção a nossos rios de forma geral a também ao Rio Mandaguari, por meio da adoção de políticas públicas razoáveis e bem definidas para com a implantação de bons projetos a nível de se recuperar os pontos degradados e assim se criar condições que possam dar mais vida ao rio. Devem ser adotadas medidas não apenas corretivas, mas principalmente preventivas, seja no sentido de se manter sua condição mínima, ou de pelo menos de se dar uma condição melhor de sua sobrevivência, com o desenvolvimento de projetos de saneamento básico das cidades, de recuperação da mata ciliar, da proibição da exploração das terras as margens de seu curso, entre outras medidas de caráter mais emergencial para aliviar

 

Qual a importância deste rio para a região?

RESP. ele é um rio que tem sua função social ambiental para toda a nossa região, isso envolve a oeste e a alta paulista também, pois desde sua nascente ao ponto onde ele vai desaguar, ele cumpre suas funções de levar não apenas água, mas de levar mudanças no clima por meio de sua evaporação e da umidade que causa ao solo, dando assim mais vida e muita gente.

Ele serve de alimento a outros rios como o Rio do Peixe que recebendo suas águas, vai se enchendo de vida e vai matar a sede da população de outras  cidades, inclusive de Presidente Prudente, além de servir de abastecimento para uma grande parcela de agricultores e pecuaristas.

 

Como a CDPEMA avalia as ações de preservação do meio ambiente adotadas pelo órgãos competentes? São satisfatórias ou deixam a desejar?
RESP. A CDPEMA por ser uma ONG, entidade da sociedade civil, entidade filantrópica, com papel bastante participativo nos segmentos por onde atua, como no CBHPP Comitê de Bacias Hidrográficas do Pontal do Paranapanema, do COMDEMA- Conselho Municipal do Meio Ambiente, no CONSEMA – Conselho Estadual do Meio Ambiente, tendo sido novamente eleita para ocupar uma cadeira para o biênio 2010/2012 e ainda de outros fóruns de discussão de questões ambientais, por ser uma ONG atuante desde sua criação em Set/1977, tendo participação nas cidades de Guarulhos, São Paulo, Presidente Prudente e Manaus, quanto aos problemas enfrentados não apenas pelos rios da região Oeste do Estado de São Paulo, como o Rio Santo Anastácio, Rio do Peixe, Rio Mandaguari, Rio Paranapanema, Rio Paraná, entre outros, tem sua opinião focada no sentido de que muito pouco vem sendo feito, embora se tenha feito e adotado muitos procedimentos na questão da poluição dos rios, na questão das matas ciliares, na quês/ao do saneamento, entre outras medidas mitigadoras para se evitar os problemas, e ai se pergunta, como que o problemas persiste em vários ângulos, como a poluição, o desmatamento, o assoreamento, se sempre se houve falar que “alguém, seja o governo, uma instituição ou até mesmo uma ONG ou o grupo de várias ONGS, ou empresários”, investem tanto, gastam tanto, financiam tantos projetos de recuperação, de saneamento, de plantio de mata ciliar, de educação ambiental, de multas aplicadas em crimes ambientais que praticamente quase nunca se vê as verbas de tais multas revertidas para a recuperação dos danos causados, pois nem sempre o trabalho de recuperação é feito com o cumprimento dos prazos e exigências colocadas, e assim de certa forma, não se realizando aquilo que sempre foi o interesse de tanta gente, mas que no fundo, acaba indo para o fundo do poço, ou que beneficia pequenas parcelas de interessados.o que é lamentável, Mas felizmente que ainda se tem feito e principalmente atualmente onde o governo, nos três níveis tem se demonstrado preocupado com essa questão.

 

Bom, peço que acrescente as demais informações que considere importantes.

RESP. Falar em questão ambiental atualmente e desde as últimas três décadas, tem sido uma constância, pois tem sido o assunto não apenas das ONGs ou instituições que se dedicam a isso, mas até mesmo o governo, desde a Constituição de 1988, conforme se preconiza no capítulo do Meio Ambiente, Art. 225, que uma condição nova em matéria de constituição, onde passou a exigir mudanças de comportamento das pessoas, das empresas e do próprio governo, que por meio de leis reguladoras, foi obrigado a estabelecer regras básicas que deveriam ser seguidas por leis complementares, como a lei dos Crimes Ambientais, dos resíduos sólidos, lei das mudanças climáticas e tantas outras, e que somente assim o homem de forma legal passasse a cumprir tais determinações.

E é assim que temos vistos, nossos governante agirem, algumas vezes por iniciativas próprias na tomada de decisão na busca de soluções dos problemas básicos, outras vezes por pressão da população ou da mídia, para que procures sanar tais problemas, e ainda outros momentos por exigência da lei.

Mas de certa forma todos temos dados nossa contribuição no tão chamado desenvolvimento sustentável, por meio de ações, projetos e a implantação desses na prática do dia a dia de cada cidade.

O que se deve fazer sempre contudo, é a população saber cobrar sempre de seus governantes, por medidas mitigadoras para a solução dos problemas, casso contrário as verbas destinadas para tanto, são aplicadas em outros segmentos os quais em nada contribuem para a solução do problemas específico.

São direitos e obrigações de ambas as partes, tanto do governo como da população.

 

Carlos Alberto Arraes

Presidente da ONG CDPEMA

 

Jornal Oeste Noticias

Amanda Simões
(18) 3229-0332

 
     
 
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