Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018  
 
HOME
FALE CONOSCO
CONCURSO ECOLOGICO 2013
PEÇA sua muda-PROJETO ÁRVORE CIDADÃ
ABAIXO ASSINADOS
ACESSA VÍDEOS CDPEMA
Acessa vídeos- natureza
ADOTAR: 1 Criança, 1 Idoso
AGENDA SOCIAL/AMBIENTAL 2013
FILIE-SE NA CDPEMA
Cadastro de Curriculuns
Doação de Animais-BRASIL
CONSEMA
CURSOS
INFORMES 1
INFORMES 2
INFORMES 3
INFORMES 4
Legislação
Moto Cross da SUSTENTABILIDADE-2011
Patrocinadores
Projetos
Unidades da CDPEMA
Utilidade Pública
Notícias
Galeria de Fotos
Interação
» Home   » Notícias   » OUTRAS NOTICIAS
Notícias | OUTRAS NOTICIAS
25/04/2011 - MUNDO 25/04/11
PROJETOS sOCIO AMBIENTAIS
A agenda do terror

A agenda do terror


por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa

Comentário para o programa radiofônico do OI, 25/4/2011. Apanhar um acontecimento aparentemente singular e isolado e investigar suas conexões com outros fatos para reapresentá-lo ao público devidamente contextualizado é uma das lições fundamentais do bom jornalismo. Foi isso que fez o Globo, ao publicar, no último fim de semana, a instigante reportagem sobre a agenda que revela as identidades dos terroristas que na década de 1980 tentaram desestabilizar o país e impedir o processo de redemocratização. A partir de um fato isolado, uma entrevista do deputado coronel Jair Bolsonaro (PP-RJ) no qual ele destilava preconceitos contra negros e homossexuais, o leitor é conduzido, em poucos dias, ao ponto central de um dos episódios mais delicados da história brasileira recente. Ações terroristas Não se esclarece, no jornal, se a decisão de ir atrás de informações sobre o grupo de militares, policiais e empresários que planejou atentados contra a população para inculpar grupos de oposição e interromper o processo de abertura democrática teve origem na entrevista de Bolsonaro. Muito provavelmente, não. A reportagem foi certamente motivada pela proximidade dos 30 anos do atentado. Mas, para o leitor, fica evidente a conexão entre os dois fatos, tendo Bolsonaro como ligação entre eles. A entrevista desastrada, que ainda pode custar ao deputado um processo por quebra de decoro parlamentar, fez alguns observadores lembrar que o parlamentar foi, também, um ativista frustrado do terrorismo militar, segundo confissão que ele mesmo fez à revista Veja em 1987 (ver, neste Observatório, "Capitão Bolsonaro, a história esquecida"). O que há em comum entre os dois acontecimentos é o fato de que o Brasil não enterrou devidamente a ditadura militar. Os debates sobre o direito das famílias de desaparecidos políticos de conhecerem a destinação de seus restos mortais têm esbarrado na incapacidade do Estado brasileiro de levar a fundo o esclarecimento de questões como o atentado do Riocentro, ocorrido em 1981, e outros episódios cuja investigação poderia levar aos nomes dos criminosos que torturaram e assassinaram opositores ao regime militar. E que planejaram atentados terroristas que teriam vitimado muitos inocentes e produzido sequelas de consequências imprevisíveis. Homenagem à democracia A personagem patética do deputado coronel Jair Bolsonaro, com suas pregações extemporâneas, não é apenas mais uma figura folclórica no ambiente de circo em que às vezes se transforma a capital federal. Ele representa a presença entre nós, em pleno século 21, da mesma mentalidade retrógrada que alimentou e se beneficiou do poder militar imposto à política. Deveria indicar a necessidade de seguir adiante com a investigação e o julgamento de todos que usaram o manto do Estado para cometer crimes. Os debates sobre o alcance da Lei da Anistia deveriam ser levados a sério e com profundidade, para que o Brasil pudesse enterrar de vez os mortos da ditadura e evitar o ressurgimento, aqui e ali, de fantasmas como o do sargento Rosário. A reportagem publicada pelo Globo no domingo (24/4), com suíte na segunda-feira (25), revela parte do conteúdo de uma pequena agenda encontrada junto ao cadáver do sargento Guilherme Pereira do Rosário, que morreu no dia 30 de abril de 1981, quando explodiu em seu colo a bomba com a qual ele e o então capitão Wilson Dias Machado, hoje coronel da reserva, pretendiam provocar o atentado no Riocentro, onde milhares de cariocas se reuniam para assistir um show em comemoração ao Dia do Trabalhador. Segundo o jornal, nos trechos da agenda que podem ser lidos estão identificados claramente os nomes de integrantes da rede de terroristas responsável pelo atentado. Para não desmentir a vocação brasileira de varrer suas mazelas para debaixo do tapete, a primeira investigação sobre o acontecimento terminou em farsa, com os dois autores do ato terrorista sendo considerados vítimas. Novas investigações, porém, acabaram por revelar a parte mais significativa da trama, mas o coronel Machado nunca foi punido. Acabou beneficiado por uma interpretação controversa da Lei da Anistia, ou pela covardia institucional que faz tremer certas figuras da República quando se trata de passar a limpo a História. O jornalismo brasileiro deveria ter mais momentos como este, proporcionado pelo Globo. No próximo fim de semana completam-se trinta anos do atentado que só não ocorreu por causa da trapalhada de seus autores. Se eles tivessem alcançado seu objetivo, muito possivelmente ainda estaríamos mergulhados na ditadura e a imprensa, amordaçada. Esclarecer de vez quem manipulava o sargento e o capitão terroristas seria uma bela maneira de homenagear a democracia. * Publicado originalmente no site do Observatório da Imprensa.

25.04.2011 / 0 comentários / >>

Cadeia da sociobiodiversidade ganha investimento federal

Cadeia da sociobiodiversidade ganha investimento federal


por Redação do MMA*

Agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais dos estados do Acre, Amazonas e Pará, produtores da cadeia da Sociobiodiversidade, receberão este ano consultoria sobre técnicas gerenciais para ampliar a participação desses empreendimentos familiares no mercado. Está aberta até 4 de maio a Chamada Pública de Projetos do Ministério do Desenvolvimento Agrário para empreendimentos coletivos da agricultura familiar. O investimento será de R$ 2,4 milhões. Serão selecionados três propostas que definam soluções técnicas com a utilização da Metodologia de Assistência Técnica em Organização, Gestão, Produção e Comercialização para empreendimentos da Agricultura Familiar (MAT-Gestão). Para o gerente de Agroextrativismo do Ministério do Meio Ambiente, Júlio Pinho, esse tipo de assistência estimula a autonomia dos empreendimentos. "Isso vai ajudar o empreendimento a buscar o caminho para conseguir recursos e melhorar a produção", disse. De acordo com ele, alguns arranjos produtivos apoiados pelo MMA mostram autonomia e se reúnem, sem a participação do Ministério, para discutir melhorias das cadeias de produção. No mínimo 60 empreendimentos coletivos de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais serão beneficiados.As cadeias de valor apoiadas pelo Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade são: Castanha do Brasil, Babaçu, Açaí (fruto), Carnaúba (cera e pó), Borracha natural, Piaçava, Pequi (fruto), Baru, Mangaba, Umbu. Para os primeiros anos de atividades do Plano Nacional, Babaçu e Castanha do Brasil foram definidos como cadeias prioritárias. Chamada Sociobiodiversidade Podem participar da seleção instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, que estejam previamente cadastradas no Sistema de Ater Pública (Sater). As instituições precisam comprovar no mínimo três anos de funcionamento regular. *Publicado originamente pelo Ministério do Meio Ambiente.

25.04.2011 / 1 comentários / >>

Obama resiste à pressão da Otan

Obama resiste à pressão da Otan


por Jim Lobe, da IPS

[caption id="attachment_9363" align="alignright" width="200" caption="Os rebeldes perdem posições na Líbia, apesar do apoio da Otan."][media-credit name="Mike Elkin/IPS" align="alignright" width="200"][/media-credit][/caption]Washington, Estados Unidos, 25/4/2011 – Mesmo quando o conflito na Líbia parece em ponto morto, o governo dos Estados Unidos resiste à crescente pressão de seus aliados para que comprometa mais recursos contra o regime de Muammar Gadafi. Embora Washington não descarte voltar a usar aviões AC-130 e A-10, muito eficazes para acertar artilharia, tanques e equipamentos pesados das forças leais a Gadafi, a administração de Barack Obama deixa claro que não pensa ir além, pelo menos por enquanto. Consultado na semana passada sobre se Washington considerava seguir o caminho de Grã-Bretanha, França e Itália de enviar assessores militares para trabalhar com as forças rebeldes na proteção de civis, conforme a Resolução 1973 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, o porta-voz da Casa Branca, Tim Carney, foi inequívoco em sua resposta. “O presidente, obviamente, está a par da decisão dos três países e a apoia, e espera que ela ajude a oposição líbia. No entanto, em nada muda nossa política de não enviar tropas norte-americanas”, acrescentou. As palavras de Carney parecem reforçar as do vice-presidente, Joseph Biden, que insistiu, em entrevista ao Financial Times, que os aliados de Washington na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) são completamente capazes de cumprir a missão na Líbia sem ajuda adicional norte-americana. “Se o Senhor Todo-Poderoso tirasse os Estados Unidos da Otan e os lançasse no planeta Marte, de onde não poderíamos participar, seria raro a Otan e o resto do mundo não ter capacidade para cuidar da Líbia”, disse Biden. Tanto a paralisia no conflito na Líbia – onde os rebeldes não podem manter os avanços que conseguiram no terreno e parecem perder controle da cidade de Misurata –, como a incapacidade ou indisposição dos Estados Unidos e de seus aliados europeus para dar um golpe decisivo no regime geram sérias dúvidas sobre como o Ocidente resolverá a crise. Quando o governo Obama cedeu às súplicas francesas e britânicas para que interviesse com força militar, sua esperança era que uma esmagadora mostra de seu poder aéreo intimidaria o exército líbio e fortaleceria os rebeldes para derrubar Gadafi, um objetivo que Otan e Washington aprovaram apesar de não estar explicitamente autorizado pela resolução da ONU. Porém, apesar de um alto nível de deserções, o regime demonstra ser forte e ter capacidade para adaptar-se. Por seu lado, as forças rebeldes estão mais desorganizadas e pior equipadas do que pensava o Ocidente. Desde que Washington entregou o comando da operação à Otan, há duas semanas, e limitou seu papel a fazer vigilância e colaborar com combustível, o conflito se converteu em uma guerra de desgaste que, na verdade, pode agravar a crise humanitária, quando a intervenção pretendia aliviá-la. O resultado no terreno foi a paralisação, bem com uma crescente tensão entre Grã-Bretanha e França, que ficam com a maior carga da operação, enquanto os demais membros da Otan perdem entusiasmo, incluindo Washington. A tensão não está restrita aos membros da Otan, sendo que alguns de seus principais aliados, como Alemanha e Turquia, foram reticentes quanto à operação. A decisão das três capitais europeias de enviar conselheiros militares à Líbia seguramente seja vista pelo grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – que pediu uma solução pacífica para a crise – como uma iniciativa que só agravará o conflito. Das nações do Brics, apenas a África do Sul apoiou a resolução da ONU, as demais se abstiveram. A postura oficial de Obama é que o poderio militar dos Estados Unidos só pode ser usado para cumprir o mandato de proteger civis e que, a esta altura, o Ocidente só deve depender de medidas não militares para conseguir uma mudança de regime na Líbia. Sua negativa diante dos pedidos de Londres e Paris para assumir um papel mais agressivo também está baseada em sua convicção de que a Europa, devido à proximidade com o Norte da África, deve assumir maior responsabilidade por sua vizinhança e deixar de depender tanto dos Estados Unidos. “Não podemos fazer tudo”, disse Biden ao Financial Times. Os mais altos líderes do Pentágono também haviam resistido à participação dos Estados Unidos na criação de uma “zona de exclusão aérea” sobre a Líbia, e não esconderam seu descontentamento por esta nova intervenção em outro país muçulmano. Não é que Washington esteja se retirando da batalha. Além de seu apoio aéreo, não excluiu um eventual envio de tropas nem o possível fornecimento de armas às forças rebeldes. Além disso, equipes da Agência Central de Inteligência (CIA) estão na Líbia desde março. Alguns funcionários também confirmaram, no dia 20, que os Estados Unidos previam dar aos rebeldes equipamento não letal no valor de US$ 25 milhões, incluindo uniformes, botas, tendas de campanha, rádios e alimentos. Contudo, a situação atual no terreno provavelmente leve a uma maior pressão sobre Washington, e não apenas dos aliados europeus. Setores neoconservadores e intervencionistas liberais pedem ações mais duras e alertam para graves consequências se a atual situação persistir, desde o fim da chamada Primavera Árabe até a dissolução da Otan. Inclusive alguns observadores “realistas” que questionaram, ou diretamente se opuseram à intervenção, dizem que o que está em jogo, tanto em termos humanitários como estratégicos, é muito grande para ser ignorado. “Parece que o jogo franco-anglo-norte-americano agora tem muitas possibilidades de fracassar à custa” do povo líbio, disse o respeitado especialista em defesa Anthony Cordesman, do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais. Envolverde/IPS

25.04.2011 / 0 comentários / >>

Sociedade civil se firma após terremoto

Sociedade civil se firma após terremoto


por Suvendrini Kakuchi, da IPS

Tóquio, Japão, 25/4/2011 – O devastador terremoto e tsunami de 11 de março colocaram em relevo o papel crucial das organizações não governamentais japonesas, que tradicionalmente carecem de peso político. “Milhares de pessoas uniram-se aos nossos protestos contra a energia nuclear nestas semanas posteriores ao desastre. Isto mostra uma enorme mudança em relação ao passado, quando lutávamos para obter atenção do público”, disse Sawako Sawaii, porta-voz da não governamental Rede Cidadã de Informação Nuclear (CNIC). A crescente popularidade da CNIC agora é a força motora por trás das manifestações habituais em todo o país contra a Companhia de Energia Elétrica de Tóquio, que operava a central nuclear de Fukushima, danificada pelo terremoto. “Suponho que a tragédia fez o público despertar para o papel crucial que tem a sociedade civil”, disse Akiko Nakajima, especialista em construções pós-desastres na Universidade Wayo de Mulheres. “Com a rápida erosão da confiança no governo depois do acidente nuclear, as pessoas já não estão contentes com os funcionários” que estão no poder, afirmou. O avanço da sociedade civil no Japão enfrenta uma longa história de conservadorismo, que priorizou a harmonização social acima dos interesses individuais, criando uma sociedade baseada em normas rígidas que forçaram as pessoas a se conformarem com as regulações oficiais, explicou Akiko. Entretanto, como agora o Japão se esforça para frear a contaminação radioativa dos reatores nucleares que os funcionários governamentais haviam prometido que seriam a toda prova, a fragilidade do velho sistema ficou exposta, acrescentou. O movimento antinuclear japonês abre caminho de maneira dinâmica. O jornal Asahi informou na semana passada que 41% dos entrevistados por telefone são contra, ou querem redução, a energia nuclear. Isto supõe um drástico aumento em relação aos 28% registrados em pesquisa feita em 2007. Os dados também revelaram que apenas 5% querem aumento da energia nuclear, muito menos do que os 13% anteriores. As incursões das redes sociais na sociedade japonesa se fortaleceram especialmente depois do terremoto de 1995 em Kobe, quando os ativistas ganharam o respeito do público por seu trabalho voluntário na ajuda às vítimas, disse Fumihiro Maruyama, do Centro de Pesquisas em Educação, da Universidade Nacional. O desastre causado pelo terremoto e tsunami do mês passado deixou clara a importância do contato entre as pessoas, afirmou. “Organizações da sociedade civil preparam alimentos, ajudam os idosos a caminharem ou tomarem banho nos centros para desabrigados, que passaram a um primeiro plano por seu crucial papel. Os funcionários do governo simplesmente não podem enfrentar a situação sem essa ajuda”, disse Fumihiro. Segundo os especialistas, a catástrofe afetou as comunidades agrícolas e pesqueiras, integradas por pessoas mais velhas cujos filhos vivem nas grandes cidades. A comunidade rural envelhecida depende cada vez mais do apoio alheio. “Já não existe a sociedade japonesa tradicional, onde a norma era as grandes famílias se ajudarem entre si. Há muita necessidade da ação dos voluntários. Os conselhos locais não estão contra as mudanças simplesmente porque têm de aceitar a realidade”, disse Fumihiro. Outro marco do poder da sociedade pôde ser observado no dia 20. A filial da Rede de Mães Lactantes em Koriyama, Fukushima, deu sua primeira entrevista coletiva para lançar uma convocação nacional a fim de pressionar o governo japonês a iniciar o controle da contaminação radioativa no leite materno. A organização responde a uma ansiedade pública cada vez maior em torno dos níveis de radiação no ar, na água e nos alimentos por causa do vazamento nos reatores, explicou à IPS a porta-voz da entidade, Kikuko Murakami. O governo determinou que escolas e jardins de infância reabrissem hoje, argumentando que não há riscos para a saúde humana. “Contudo, com a notícia de que continua o vazamento de radiação, o governo deve fazer mais. Uma de nossas reclamações é que organizações sem vínculos com o governo realizem controles, bem como compromissos para garantir a evacuação das mães lactantes depois que uma análise de seu leite mostrou maior contaminação radioativa”, disse Kikuko. Se forem atendidas essas reclamações, os ativistas estarão iniciando, ou pelo menos assentando, as bases para novas condições sem precedentes na política nuclear do Japão. Entretanto, Sawako está encantada com o estado de ânimo público, e também acredita que resta um longo caminho pela frente. “Nosso desafio é manter esta crescente mudança no público, que pode enfraquecer com o passar do tempo”, afirmou. Sawako acrescentou que os ativistas tiveram que enfrentar empresas poderosas e ricas e entidades governamentais que impulsionaram uma retórica segundo a qual a energia nuclear é imperativa para que o Japão reduza seus gases-estufa, além de ajustar-se a um país que depende do petróleo estrangeiro. “Agora estamos lutando para que as empresas de energia usem novas estratégias para aplacar a ansiedade pública prometendo o uso tecnologias sofisticadas que garantem a segurança”, ressaltou. Envolverde/IPS

25.04.2011 / 0 comentários / >>

Pesquisa aponta falta de bons projetos de conservação

Pesquisa aponta falta de bons projetos de conservação


por Fernanda B. Müller, do CarbonoBrasil

Uma das principais ferramentas do governo brasileiro para combater o desmatamento na maior floresta tropical do mundo, o Fundo Amazônia, precisa de uma reformulação para ser efetivo, afirma a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável. Desde de 2004, a taxa de desmatamento na Amazônia brasileira segue uma trajetória de queda, porém os gráficos demonstram uma curva flutuante nas últimas décadas. Dados do IMAZON demonstram que o desmatamento em dezembro de 2010 aumentou 994% em relação a dezembro de 2009. Com relação a janeiro de 2010, janeiro de 2011 apresentou um aumento de 22%, mesmo com Fundo Amazônia já está operação. Dentre as pressões atuais sobre a floresta, o consultor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) Luiz Saporta aponta como as principais: o aumento no preço das commodities (custo de oportunidade da terra), novas rodovias, que fornecem logística para o transporte das commodities, e novos projetos hidroelétricos e de linhas de transmissão responsáveis pelo deslocamento de milhares de trabalhadores para as obras. O FBDS conduziu uma pesquisa aprofundada sobre o Fundo Amazônia e concluiu que, mesmo sendo uma das principais ferramentas brasileiras para combater o desmatamento, ainda existem muitas brechas a serem fechadas na gestão e aplicação do recursos. Saporta ressalta que dentre os problemas está a lentidão na aprovação de projetos pelo BNDES, sendo que apenas um quinto, ou 13 dos 67 projetos encaminhados receberam o sinal verde. Isto acontece, dentre outros motivos de acordo com o FBDS, pois o BNDES não está acostumado com as especificidades de projetos como os de redução das emissões por desmatamento e degradação (REDD+), com necessidade de financiamento a fundo perdido, projetos sem garantias físicas, desenvolvidos em regiões de uso coletivo. Não houve preparação do banco para tal, enfatiza Saporta e, além disso, o governo brasileiro escolheu um mecanismo centralizado para a distribuição de recursos para REDD. O lado da demanda também não contribui para o desenvolvimento de projetos de REDD no país, comentou Saporta. Falta treinamento de pessoal para o desenvolvimento de projetos e não há organização nas prefeituras da região, o resultado é a centralização de projetos em grandes ONGs e governos estaduais. “No Brasil fala-se em falta de recursos, mas muitos não são usados por falta de projetos bem desenvolvidos. Há uma carência nas universidades e governos para o sucesso dos projetos e falta organização das prefeituras ...Sobram recursos não só no Fundo Amazônia, mas em outros fundos específicos como P&D e ciência básica”, completou. Dos 13 projetos aprovados/contratados, seis tem orçamento maior que R$ 10 milhões e concentram cerca de 80% dos recursos (FAS, Estado do Acre, Estado do Amazonas, FUNBIO –ARPA, Estado do Pará e TNC). “Nos dois lados há uma forte centralização para que o REDD consiga ter resultado”, apontou Saporta. Uma nova política brasileira para o REDD precisa, segundo o FBDS, atrair novos atores, como pequenas prefeituras para dar voz aos povos locais; incluir treinamento para o desenvolvimento de projetos e acelerar a tomada de decisão dos gestores talvez descentralizando o processo. “É importante que quem está pedindo recursos não se sinta em um beco burocrático e lento”, comentou. Saporta cita como uma experiência valiosa o caso do Sistema de Serviços Ambientais (SISA) do Acre. Todas as etapas para chegar ao SISA foram completadas, segundo ele, o zoneamento ecológico-econômico e as Leis Estaduais de regulação dos recursos naturais, como florestas e rios. Uma característica interessante é a possível ligação do sistema com o mercado de carbono da Califórnia a partir de 2012. “O Acre saiu na frente em relação aos outros estados da Amazônia, mais pelo arcabouço legal do que pela experiência, pois a política é nova. O Acre conseguiu escapar um pouco do voluntarismo que é uma característica do Brasil”, falou o consultor completando que este foi um passo essencial para dar segurança aos investidores e beneficiar os povos locais. *Publicado originalmente no site do CarbonoBrasil.

25.04.2011 / 0 comentários / >>

De hoje até 13 de maio, campanha contra a gripe deve vacinar 30 milhões

De hoje até 13 de maio, campanha contra a gripe deve vacinar 30 milhões


por Paula Laboissière*, da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (25) que quase 30 milhões de pessoas devem receber a vacina contra a gripe sazonal este ano. A campanha começa nesta segunda-feira e vai até o dia 13 de maio em todo o país. Além de idosos e indígenas, gestantes, crianças entre 6 meses e 2 anos e profissionais de saúde também vão receber a dose. No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou que a gripe não é “uma doença banal” e ressaltou que a enfermidade deixa a defesa do corpo mais fraca, podendo provocar complicações ou mesmo favorecer o aparecimento de outros problemas. Ao citar a epidemia de influenza A (H1N1) – gripe suína – registrada em 2009 e 2010, Dilma destacou que as principais populações atingidas foram as gestantes e as crianças menores de 2 anos. Por esta razão, os grupos foram incluídos na vacinação este ano, que também imuniza contra o vírus H1N1. “E os trabalhadores da saúde têm que estar vacinados para não transmitir a gripe a quem procura os serviços médicos”, explicou Dilma. Segundo ela, o Ministério da Saúde vai distribuir, ao todo, 33 milhões de doses da vacina. A campanha de imunização contra a gripe sazonal existe há 13 anos e, de acordo com a presidenta, desde que começou, reduziu em 60% o número de internações por pneumonia – sobretudo em pessoas com mais de 60 anos. *Publicado originalmente na Agência Brasil.

25.04.2011 / 1 comentários / >>

TERRAMÉRICA - “O Brasil não precisa de venenos”

TERRAMÉRICA – “O Brasil não precisa de venenos”


por Fabíola Ortiz*

O Movimento dos Sem Terra hoje precisa dar respostas a problemas que vão além da reforma agrária, “por isso estamos na agroecologia e na educação”, afirma nesta entrevista o dirigente João Pedro Stédile. [caption id="attachment_9300" align="alignright" width="340" caption="O ativista João Pedro Stédile fala em um ato público."][media-credit name="Licença Creative Commons – U. Dettmar/Agência Brasil" align="alignright" width="340"][/media-credit][/caption]Rio de Janeiro, Brasil, 25 de abril de 2011 (Terramérica).- O Brasil pode deixar de ser o primeiro usuário mundial de agroquímicos sem reduzir a produção de alimentos que consome, afirma nesta entrevista o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. As propriedades onde se assentam camponeses como parte da reforma agrária já estão mudando de mentalidade, rumo a uma produção alimentar em harmonia com o meio ambiente, disse Stédile ao Terramérica. O Brasil, uma potência agropecuária, ocupa há três anos o primeiro lugar em consumo de herbicidas, fungicidas e inseticidas agrícolas. Desde 2006, estava em segundo lugar, atrás dos Estados Unidos, mas, após uma colheita recorde de soja, passou a liderar os países que utilizam mais agrotóxicos. Um estudo da consultoria alemã Kleffmann Group, feito a pedido da Associação Nacional de Defesa Vegetal, que representa os fabricantes de agroquímicos, demonstrou que o brasileiro é o maior mercado para estes produtos. O setor mobilizou, em 2008, mais de US$ 7 bilhões, enquanto a área cultivada diminuiu 2%. Entretanto, cada agricultor emprega quantidades pequenas comparadas com as de outros países. Em 2007, foram gastos, em média, US$ 87,8 com agrotóxicos por hectare, enquanto na França esse índice foi de US$ 196,7 e no Japão de US$ 851 por hectare. No Brasil estão instaladas fábricas das cinco maiores indústrias mundiais do setor: Basf, Bayer, Syngenta, DuPont e Monsanto. O MST ampliou sua ação a partir de sua reclamação essencial de reforma agrária. Hoje, reúne 20 mil membros em todo o Brasil e atual junto a 60 mil famílias camponesas que pressionam o governo federal para que distribua terras improdutivas e melhore as condições em que se encontram aquelas que já receberam assentamentos. A seguir, uma síntese da entrevista. TERRAMÉRICA: O MST deixou de ser um movimento apenas combativo e passou a adotar outros conceitos, como o discurso ecológico e contra o uso de agrotóxicos? JOÃO PEDRO STÉDILE: Aprendemos, nos últimos dez anos, que não basta ter terra e produzir. É importante produzir alimentos saudáveis. Houve um processo de conscientização dentro do próprio movimento. Pusemos energias na adoção de técnicas de agroecologia para produzir alimentos em equilíbrio com o meio ambiente. Os agrônomos se formam sob a ótica da revolução verde, com uso intensivo de veneno. Tivemos que começar do zero e fazer convênios com universidades para criar cursos de agronomia com uma visão agroecológica. Nos últimos anos, houve um alerta no mundo sobre os agrotóxicos, e foi quando o Brasil passou a ser o país que mais consome venenos agrícolas. Junto ao alerta mundial, o Instituto Nacional do Câncer anunciou que há 40 mil novos casos anuais de câncer de estômago, 50% deles mortais. A origem está nos alimentos contaminados. TERRAMÉRICA: Os assentamentos de trabalhadores rurais são um meio para reduzir o consumo de agrotóxicos? JPS: Ainda é possível que vários pequenos produtores rurais em algumas regiões utilizem estes produtos. Contudo, são insignificantes os agricultores assentados que usam venenos. É possível manter a mesma produção agrícola de alimentos que o Brasil consome sem usar nenhum quilo de veneno. Existe conhecimento científico para deixar de usar tais venenos, e há superfície e mão-de-obra para cultivar no Brasil. Esta é a grande contradição do agronegócio. A que não consegue produzir sem veneno é a grande propriedade, porque substituiu a mão-de-obra pela máquina, enquanto a agricultura familiar e a reforma agrária têm esta vantagem. TERRAMÉRICA: Os assentamentos rurais e as pequenas propriedades podem se contrapor à renovada carestia alimentar? JPS: Sim, os preços aumentaram nos supermercados devido ao monopólio de empresas que controlam o mercado agrícola mundial. No Brasil, aumentamos a produção a cada ano e ainda assim os preços sobem. Pela lógica do mercado, quando a produção cresce, o preço cai. E isto não ocorre porque os oligopólios que controlam o mercado mundial manipulam os preços, e a economia brasileira fica refém deles. O pequeno agricultor que produz alimentos para o mercado local escapa desse controle. TERRAMÉRICA: O MST sofre críticas por ter sido cooptado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva ou de ser muito combativo e violento. Qual é o perfil do MST hoje? JPS: É um movimento social dinâmico e dentro dele há muitas contradições e problemas na forma de atuar em cada Estado. Na sociedade, cada um vê o MST a partir de seu próprio ponto de vista. Estamos em permanente luta, e depende muito de cada Estado brasileiro. Fazemos marchas, ocupações de fazendas e prédios públicos, mas cada Estado, às vezes, realça um aspecto mais do que outro. Nunca perdemos o controle em nenhuma de nossas ocupações, nem quando ocupamos o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e nem a sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O MST hoje precisa dar respostas e organizar a população diante de outros problemas, por isso estamos envolvidos na agroecologia e na educação. * O autor é correspondente da IPS. LINKS Cana-de-açúcar fertiliza sua própria terra Divórcio entre agricultura e biodiversidade Violência e poucas terras marcaram a era Lula Brasil: Insatisfação com a reforma agrária Campo: Luta para sobreviver e por outro desenvolvimento rural Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra Associação Nacional de Defesa Vegetal Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

25.04.2011 / 0 comentários / >>

Autor / Fonte: CDPEMA / Envolverde
« voltar
 
     
 
© 2010 C.D.P.E.M.A. - Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em 1024px / 768px
Desenvolvido por:
MWAY - Soluções Dinâmicas Web
& MarkCerto