Sexta-feira, 20 de Abril de 2018  
 
HOME
FALE CONOSCO
CONCURSO ECOLOGICO 2013
PEÇA sua muda-PROJETO ÁRVORE CIDADÃ
ABAIXO ASSINADOS
ACESSA VÍDEOS CDPEMA
Acessa vídeos- natureza
ADOTAR: 1 Criança, 1 Idoso
AGENDA SOCIAL/AMBIENTAL 2013
FILIE-SE NA CDPEMA
Cadastro de Curriculuns
Doação de Animais-BRASIL
CONSEMA
CURSOS
INFORMES 1
INFORMES 2
INFORMES 3
INFORMES 4
Legislação
Moto Cross da SUSTENTABILIDADE-2011
Patrocinadores
Projetos
Unidades da CDPEMA
Utilidade Pública
Notícias
Galeria de Fotos
Interação
» Home   » Notícias   » Informes
Notícias | Informes
23/10/2010 - RODOANEL
Rodoanel - os males da poluição
Em matéria de hoje do Estadão intitulada "Sem caminhões, trânsito em SP melhora, mas ar fica mais poluído", senti uma profunda irritação, que quero compartilhar com vocês (vejam no link: "http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101022/not_imp628122,0.php#noticia".
Vocês devem se lembrar das audiências e discussões em torno do Rodoanel, quando seus promotores afirmavam - amparados por "especialistas" cujos nomes estão no EIA-Rima para a gente evitar andar na mesma calçada - que a obra iria diminuir a poluição em São Paulo, contrariando tudo o que afirmavamos.
O que diziam vários de nós: A poluição vai aumentar, alcançando lugares onde ela não estava - a região do traçado atual - influenciando negativamente também o micro clima, aumentando a ilha de calor da região metropolitana, piorando o ar, a vegetação o solo e a água dos mananciais. Além disso, ao serem retirados caminhões e outros veículos da s marginais, seu espaço seria ocupado por outros veículos, cujos motoristas evitavam essas vias, justamente por estarem congestionadas. À medida em que houvesse melhora dessas condições, mais veículos da demanda reprimida pela falta de transporte coletivo, adequado, digno e na escala da suas demanda real ocupariam esses espaços "liberados" nas marginais e demais vias.
Dito e feito.
Além dos fatos e efeitos em si, o que irrita é que esse filme das previsões das consequências de obras como essa e de processos decisórios como esse se repetirem e seus protagonistas sumirem de cena. Também nesse caso, nosso conhecido vendedor do rodoanel de tantas audiências públicas, mesmo com o nariz majorado, feito Pinocchio, desapareceu ou, em linguagem policial: "o elemento evadiu-se do local do delito e o processo será arquivado".
Vamos desarquivar?
abraços,
Renato

Sem caminhões, trânsito em SP melhora, mas ar fica mais poluído

Dias secos e aumento de carros em circulação, apesar da queda nos índices de congestionamento, explicam menor dispersão de poluentes

22 de outubro de 2010 | 0h 00

Eduardo Reina, Renato Machado - O Estado de S.Paulo

A inauguração do Trecho Sul do Rodoanel e da nova Marginal do Tietê levaram à redução nos congestionamentos na capital paulista nos seis primeiros meses de operação - 11% na média dos horários de pico entre abril e setembro. Mas essas melhorias não se refletiram na qualidade do ar: nas oito estações de medição da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na cidade houve aumento na concentração de poluentes.

André Lessa/AE
André Lessa/AE
Incentivo. Sem caminhões, mais carros tomaram as vias; frota aumentou em 267mil no ano

Um levantamento do Estado com base nos relatórios diários da Cetesb de abril a setembro mostra que a quantidade de medições consideradas boas pela companhia (são várias diariamente) passou de 1.533 para 911 na comparação com o mesmo período de 2009 - redução de 40,5%. O índice reflete a quantidade de partículas suspensas no ar, principalmente as que saem dos escapamentos dos veículos. A escala de medição é dividida em cinco: boa, regular, inadequada, má e péssima. Os registros apontam maior variação de boa para regular, mas há também pontos inadequados.

Uma das explicações para a piora na qualidade do ar é o período seco pelo qual a cidade passou neste ano, o maior em décadas. Foram registrados apenas 401,9 milímetros de chuva entre abril e o início de outubro - 37,2% a menos que no mesmo período do ano passado.

O tempo seco prejudica a dispersão dos poluentes. "Mas só isso não explica o aumento na concentração de poluentes", diz Simone Miraglia, do curso de Engenharia Química da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em poluição. Para ela, a saída dos caminhões das vias da cidade por conta do Rodoanel foi compensada pelo aumento na quantidade de carros. Ou seja, houve uma redistribuição na circulação.

Mudança. O aumento na quantidade de automóveis se comprova nas vias que foram mais beneficiadas com a saída dos caminhões: a Marginal do Pinheiros e a Avenida dos Bandeirantes. Com o Rodoanel, elas foram vetadas a veículos de carga durante o dia. Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostram que, após a abertura do Trecho Sul do anel viário, o volume de automóveis na Pinheiros aumentou 7% (de 41 mil para 44 mil por dia) e 16% na Avenida dos Bandeirantes (de 18 mil para 21 mil por dia).

"Talvez estivesse pior se não houvesse o Rodoanel. Mas a raiz do problema são os carros, cuja frota continua aumentando. As emissões industriais estão mais controladas, mas é preciso fazer algo para diminuir o impacto dos automóveis", diz Simone.

Em setembro, a frota na cidade tinha 6.912.466 veículos, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). No mesmo mês de 2009, eram 6.645.321, uma diferença de 267.145. Excluídos os que já deixaram de circular ou estão sucateados, a estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é de que sejam entre 4,5 milhões e 5 milhões de carros circulando pela cidade. Desse total, 23,9% têm mais de 20 anos e são responsáveis por 67,1% dos poluentes que estão na atmosfera da cidade. Outros 9,9% dos veículos têm entre 15 e 20 anos e emitem 13,1% dos gases que sujam o ar. A poluição gerada por um carro com mais de 15 anos de uso é 28 vezes maior que o de um novo, com menos de 6 mil quilômetros, segundo a Anfavea.


ESCALA

Boa
Não há riscos à saúde

Regular
Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar sintomas como tosse e cansaço

Inadequada
Toda a população da cidade pode apresentar sintomas como tosse, cansaço e ardor nos olhos, nariz e garganta. Os efeitos são mais sérios nas pessoas de grupos sensíveis


Agravamento dos sintomas acima em toda a população, além de falta de ar e respiração ofegante. Os riscos são maiores para crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias e cardíacas

Péssima
Sérios riscos de manifestações de doenças respiratórias e cardiovasculares em toda a população. Aumento de mortes prematuras nos grupos sensíveis

Autor / Fonte: CDPEMA
« voltar
 
     
 
© 2010 C.D.P.E.M.A. - Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em 1024px / 768px
Desenvolvido por:
MWAY - Soluções Dinâmicas Web
& MarkCerto